“SAnTÔ Inquisição

Inquisitores

Acusado de heresia prestando depoimento aos inquisitores

A igreja católica definia heresia de acordo com suas pretenções políticas, sociais, bruxas (que nunca foram feias), judeus, reformadores e protestantes. Certa vez Cristo foi perguntado por Tiago e João – dois de seus apóstolos – se algumas cidades que não quiseram dar ouvidos as palavras de Jesus deveriam ser destruídas (Lucas 9:54), jesus horrorizado responde dizendo que veio ao  mundo para salvar as almas dos homens e não condená-los (Lucas 9:55/56).

Mas a igreja católica deve ter arrancado esta página da bíblia, tanto que no período mais negro e violento da idade média, execuções eram realizadas em público e de preferência com muitos populares presentes, pois desse modo a igreja deixava evidente o que acontecia com seus opositores. Não é difícil ligar as constantes matanças com as possessões  demoníacas, pois praticantes e estudiosos de magia negra – eu heim – alegam que o período de  maior infestação demoníaca na Europa foi justamente o espaço de tempo em que a inquisição católica esteve vigente. Para pagãos e praticantes de magia negra só a morte não é necessária, tem que ser  executada e acompanhada de muita dor e sofrimento para que o ritual seja considerada um sucesso.

Em períodos conhecidos como os treze dias do “Sacrifício à besta” o terror e pânico humano deveriam ser amplos e para isso deveria ser usado o fogo para maior prolongamento da dor. Seguindo a linha de raciocínio lógico é evidente que a prática de queimar pessoas era a preferida pelos soldados inquisitores, assim como, por Satanás.

Execução no fogo com grande público presente.

Execução no fogo com grande público presente.

Como já foi dito, um sacrifício agradável e exigido ao deus de toda a maldade, era a prática de sacrifício no fogo, e que deveria atender aos seguintes elementos:

  • Terror puro causando extrema dor ao executado e temor  por parte de quem está assistindo;
  • Execução pelo fogo;
  • Morte as estilo de sacrifícios humanos.

Os católicos percebendo o grande sucesso de suas matanças, criaram o ofício da Inquisição para alocar recursos da igreja afim de ajudar na formação de executores para serem os melhores executores da época. Em outras palavras, uma escola formadora de sádicos. Não devemos esquecer que a principal meta da igreja era aniquilar qualquer tipo de oposição contra ela, portanto, o que antes era apenas uma prática preventiva acabou se tornando “divertida” e viciante já que a matança era cada vez mais comum até porque uma acusação feita por clérigos contra qualquer pessoa equivalia a culpa, mesmo sem qualquer necessidade de provas.

Ficou evidente que as mulheres eram as maiores vítimas do terror e agonia da inquisição, visto que eram taxadas pela igreja como criação de Satanás, pois seria Eva a principal culpada pela perdição humana. Há registros dos próprios clérigos sobre práticas sexuais entre eles e as paroquianas, essas que não ousavam a se negar a tais ordens principalmente pelo medo de alguma retaliação. Podemos imaginar um padre molestando sexualmente uma moça, ela concerteza não o denunciaria pois ele poderia mandá-la a inquisição taxando-a de bruxa sem qualquer prova ,pois como já foi dito, uma acusação equivalia a culpa e na idade média a mulher deveria ser totalmente submissa ao homem. Não é atoa que Joana D’arc apresentava uma afronta a igreja porque representava uma mulher a frente do seu tempo e sobre o pretexto de visões demoníacas a igreja a executou na fogueira. Mas se ela foi uma herege para a igreja, porque então ela foi feita santa? Vai entender o mundo.

Com o tempo a tortura não só entrou no cotidiano da igreja, mas também de parte da sociedade pois o espírito e práticas demoníacas varria todo o mundo medieval. Na figura ilustrativa abaixo, uma das formas mais cruéis de tortura era assistidas pela janela por pessoas ricas e cultas, já que as execuções haviam se tornado uma forma de entreterimento. Lembrem-se de que a dor extrema é considerada uma degustação puramente demoníaca.

Nobres e clérigos assistindo a uma tortura.

Nobres e clérigos assistindo a uma tortura.

Lembrem-se leitores que tal prática era chamada de Santa Inquisição, agora imagina se fosse tribunal da demoníaca inquisição. Entretanto a grande pergunta feita por mim aos leitores  seria: – O que significa para a igreja a mensagem sublime de Jesus Cristo, mestre dos mestres,  com relação ao perdão e julgamento? –  Quem nesse mundo pode ser dotado  de tal poder para julgar e condenar outras pessoas se Jesus não condenou nem mesmo seus executores e morreu para pagar nosssos pecados?

Façamos um minuto de silêncio aos milhões de vítimas da inquisição.

Próxima postagem: Malleus Maleficarum.

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Os últimos cristãos.

Após EDITO DE MILÃO queda da moralidade cristã.

Após EDITO DE MILÃO queda da moralidade cristã.

O que realmente foi ensinado pelo mestre dos mestres foi esquecido com o tempo. Toda a pureza e simplicidade sublime dos seus ensinamentos caíram no esquecimento com as táticas católicas para fins lucrativos.
Antes disso ocorria em Roma um movimento crescente de uma prática até então condenada pelos imperadores e patrícios, pois acendia a idéia de liberdade não só física, mas espiritual, o que significava um golpe na figura “divina” do imperador. Os verdadeiros e últimos cristãos, eram flagelados romanos (Escravos, prostitutas, doentes mentais e físicos, prisioneiros, gladiadores, entre outros) e viam nesse novo conceito de religião uma maneira muito eficiente de esquecer seus sofrimentos diários submetido pelo império.

Por mais que os massacres contínuos contra os cristãos ocorria, a mensagem verdadeira de cristo foi aos poucos entendida pelos próprios cidadãos romanos, pois a medida que a censura aumentava,  aumentava também a admiração popular romana pela dedicação de tal prática.  Os primeiros e últimos cristãos não conheciam o significado de vingança, ressentimento ou medo pois mesmo sabendo que a aproximação de soldados de suas reuniões secretas poderia resultar em prisões e até mesmo a morte, eles desejavam repassar a os ensinamentos aprendidos a qualquer um, mesmo a quem os reprimia e isso demonstrava a beleza e sublimidade de suas crenças.

Temendo a crescente horda cristã por todo o império até mesmo entre os patrícios, em 313 D.C, o imperador Constantino permite por meio do EDITO DE MILÃO o culto livre do cristianismo em todo o império, e isso se torna o embrião da corrupção dos cristianismo vista hoje. E finalmente com uma visão de fins lucrativa por parte dos patrícios acaba por ocorrer o inevitável…A igreja católica.