As origens misteriosas do VRILL.

Um dos grupos de ocultismo mais sinistros da história foi criado depois da primeira guerra mundial com o propósito de vingar a derrota e humilhação alemã. Suas origens místicas parecem ter saído de um aglomerado de informações advindas de fontes literárias e fictícias do final do século 18.

Circulo vrill

Esta Sociedade secreta alemã foi a mais misteriosa e poderosa do período que foi do final da primeira guerra mundial até o fim da segunda, e ainda é influente até hoje. Homens da cúpula nazista faziam parte de sua mais alta composição. Seu objetivo: alcançar e reviver a raça ariana.

Dentro dessa sociedade, seus membros cometiam assassinatos, evocavam espíritos, realizavam orgias sexuais, e até mesmo sacrifícios humanos. Seus membros tinham uma obsessão pela energia Vrill, uma força universal que segundo os membros dessa sociedade, podia levar a poderes como a cura, evocar doenças e praticar a telecinese.

Para garantir que conseguissem acesso a essa energia, precisavam de grandes esforços e muita prática da meditação. Orgia e magia sexual eram usadas com muita frequência, pois para eles isso permitia “colher” o Vrill. Era a primeira grande sociedade secreta a aceitar mulheres como membros efetivos, pois, eram vistas como seres divinos e sua energia feminina era necessária para o Vrill.

Fontes documentais e pessoais confirmam que utilizavam sacrifícios de crianças em seus rituais. Era uma crença de milhares de anos que apontava que os sacrifícios de crianças eram mais “proveitosos”, porque elas conteriam – segundo essa lenda local – um poder mais concentrado e poderoso, pois eram portais entre o mundo astral e físico.

Nessa época muitas crianças estavam órfãs na Alemanha do pós-guerra e seus desaparecimentos não eram notados.

The Power of the Coming Race

[http://en.wikipedia.org/wiki/Vril]

O conceito do Vrill vem do livro [The coming race, 1871], do autor Edward Bulwer-Lytton. No livro, uma raça chamada Vril-ya, vivia debaixo da terra em um mundo subterrâneo, paralelo ao nosso e que faziam quase qualquer coisa com tal energia. Essa obra de ficção se tornou um fenômeno na época e foi creditada como real e um fato verídico. No livro, os seres que utilizam e controlam o Vrill, podiam usá-la para curar e matar. Uma criança Vril-ya poderia usar a energia para destruir uma cidade inteira. O final do livro apresenta um alerta: os guardiões do Vrill poderiam acabar e dominar o mundo muito facilmente a qualquer momento. Daí a obsessão nazista para conseguir controlar essa energia.

Criança Vril-ya

A fundação da sociedade

Começou em 1918 na Bavária, em um hotel nas montanhas, onde vários praticantes de magias ocultas, artistas e políticos poderosos, se organizaram para criar uma associação oculta do Vrill. Seus membros fundadores eram criadores de outra sociedade, a Thule. Um de seus fundadores acreditava que pavimentava o caminho para um novo messias (Hitler). Esse falso profeta se autodenominava João Batista e era um dos fundadores do partido nazista. Médiuns dessa sociedade “teriam profetizado” a vinda de Hitler.

Em dois anos toda cúpula do nazismo estava nessa sociedade: Hermann Göring, Martin Bormann, Heinrich Himmler, Rudolf Hess, e Hittler.

Helena Blavatsky

[http://pt.wikipedia.org/wiki/Helena_Blavatsky]

Fundou a sociedade teosófica e se transformou em uma referencia ocultista. Viajou o mundo todo e escreveu a “Doutrina Secreta”, a obra que deu origem e reconhecimento a Teosofia.  Suas bases filosóficas são constituídas com conhecimentos indianos e tibetanos. O livro combina a ciência com religião, em um sincretismo de filosofias totalmente diferentes que impressionaram os mais ávidos leitores da época. No livro ela cita uma raça Raiz Ariana, que teriam sido ancestrais da raça Atlântida. Seus ensinamentos eram famosos na Alemanha, mais que em qualquer outra parte do mundo.

Para muitos estudiosos esses princípios teosóficos eram fontes das ideologias nazistas que alimentavam a propaganda do partido. A raça ariana era uma ambição e um projeto para o engrandecimento e imortalização da sociedade alemã, segundo Hitler.

Energia para evolução

Precisavam de fontes de energias extensas, pois não possuíam fontes petrolíferas e por isso tinham uma necessidade de manipulação do Vrill para suprir toda a demanda e necessidade energética alemã.

Hitler criou uma organização para procurar as fontes para essa energia. Com financiamento público foram até o Tibete e fizeram inúmeros testes em moradores do local e escavações, esperando acumular informações biológicas e arqueológicas para encontrar fatos que os ligassem aos lendários atlantes.

A suástica

Segundo os ocultistas da sociedade Vrill, uma energia que vinha do símbolo da suástica, que tem origem em muitos povos ao redor do mundo, era vista importante para adquirir a energia Vrill. Era também um símbolo nórdico de Thor. Uma das maiores curiosidades da suástica nazista foi a modificação da sua rotação para o sentido Anti-Horário, uma alusão ao “caminho da mão esquerda”, pois em vários panteões mitológicos, os deuses bons estão a direita, os maus, a esquerda.

Torre Norte

[http://pt.wikipedia.org/wiki/Wewelsburg]

Himmler era o membro mais ativo, cruel e lunático da sociedade, e tentava encontrar inúmeras formas de vencer a guerra. Com a intenção de encontrar uma forma eficiente de evocar e controlar a energia Vrill, ele comprou e reformou um castelo da idade média (Wewelsburg), e fez dele o templo de iniciação da energia Vrill. Todo o castelo tem um tom sombrio e assustador, mas um cômodo teve uma importância maior, a torre norte.

Era dividida em duas partes: a de cima abrigava uma roda solar negra, símbolo da sociedade do Vrill. Só os maiores oficiais da SS tinham acesso ao castelo e conta-se que muitos rituais e missas negras eram realizadas nessa torre.

A outra parte mais oculta da torre era a cripta, um local totalmente sombrio, com pouca iluminação e com uma perfeita acústica. Há também pedestais perto das paredes para os mais importantes comandantes da SS e um espaço no centro para Himmler.

Roda Solar-Negra, com um design feito por um arranjo de suásticas.

Elisabeth Bathory, a Condesa de Sangue.

Vampiros… Mito, realidade, sensualidade, sobrenatural, fascinação. Como dito no artigo sobre Vlaad, o empalador, temos uma “queda” pelo medo, um tipo de necessidade de procurá-lo e absorvê-lo como uma esponja seca. A enorme quantidade de filmes e jogos sobre tal assunto que consumimos e nos deleitamos, esquecemos de um pequeno detalhe: Algumas vezes o verídico supera o fictício.

Elizabeth Bathory

Nascida na alta nobreza húngara em 1560, poliglota, de educação, beleza e inteligência conhecidas pelo reino, Elizabeth não parecia ter qualquer tipo de problema ou distúrbio. Aos 11 anos casou-se com o conde Ferencz Nadasdy, um dos maiores guerreiros do reino na época e que na maior parte do ano estava fora de casa por ocasião das guerras. Exatamente nestes períodos em que ela estava só, aproveitava para praticava seus crimes mais hediondos.

A condessa experimentou e cometeu diversos tipos de torturas e atrocidades onde viveu. Inúmeros corpos sem sangue foram encontrados próximos de suas propriedades, um número perto de 650 mulheres jovens. Costumava furar com um punhal e retirar do corpo das jovens todo o sangue para banhar-se, pois acreditava que fazendo isso, sua pele e corpo iriam se regenerar, mantendo sempre sua juventude.

Vida

A história da vida de Elizabeth começa na antiga fronteira entre a Roménia e a Hungria no castelo Ecsed, onde a família Bathory estava instalada. Em 1560, George Bathory (de descendência Ecsed) e Anna Bathory (de descendência Somlyo) tiveram uma filha, Elizabeth, fruto de um casamento entre duas nobres húngaras. A família Bathory era uma das mais ricas e poderosas famílias protestantes em toda a Hungria. Nela existiram dois dos mais importantes príncipes reinantes na Transilvânia, um vasto número de heróis de guerra, oficiais da igreja na Hungria e até mesmo um grande construtor de impérios, Stephen Bathory, príncipe da Transilvânia e rei da Polônia. Para além destes nobres a família Bathory era constituída por mais pessoas de um foro não tão nobre. Elizabeth tinha um tio que era supostamente adicto aos rituais e adoração em honra de Satanás, uma tia, Klara Bathory, conhecida como lésbica e bissexual que se divertia a torturar criados e ainda um irmão, Stephan, conhecido pela sua fama de bêbado e libertino. 

Prováveis motivos da Sadicidade de Bathory

A psicologia nos diz que a formação de caráter e personalidade de um psicopata, são frutos de distúrbios presenciados e/ou sofridos durante a vida do indivíduo enquanto jovem. Bathory e sua família, sofreram vários atentados em sua trajetória, e são conhecidos prováveis casos onde tais distúrbios possam ter colaborado para a diabólica mente perturbada de Elisabeth. Como na vez em que durante a estadia dos ciganos no castelo, um deles foi acusado de vender crianças aos turcos. Foi levado a julgamento, considerado culpado e sentenciado à morte. Elizabeth lembrava-se do choro do cigano durante a noite, lamentando a sua sentença e isso deve tê-la impressionado. De madrugada, Elizabeth escapou à vigilância da sua ama e correu para fora do castelo para ver a punição. Aí viu um cavalo no chão, moribundo, e alguns soldados a abrirem-lhe a barriga. Três dos soldados agarraram então no cigano e puseram-no dentro da barriga do cavalo, deixando-o apenas com a cabeça de fora e seguidamente coseram a barriga com uma agulha e linha.

Outro relato que se conhece, mas não se sabe se é verídico é o seguinte:

– Aos nove anos de idade, um grupo de rebeldes atacou o seu castelo. A maior parte deste foi destruída e muitas das pessoas que lá viviam foram torturadas, violadas e posteriormente mortas. Elizabeth e as suas duas irmãs Anichka e Shandra foram levadas pelas suas amaspara se esconderem na floresta. Elizabeth encontrou refúgio numa árvore, mas as suas irmãs foram encontradas e torturadas até a morte. Elizabeth não teve outra escolha senão ver as suas irmãs e aias a serem violadas e mortas. Mais tarde encontrou o caminho para casa e viu os assassinos sentados numa mesa, posta fora do castelo, com o seu líder, Dozsa, numa cadeira de ferro, com fogo no fundo da mesma estando ele a ser cozinhado. Os outros assassinos foram obrigados a comer a carne cozinhada do seu líder. Parece que alguns não se importaram muito, talvez porque tinham fome na altura… Foram depois mortos. Esta punição foi infligida neles quando foram apanhados e o tio de Elizabeth pronunciou a sentença. O castelo foi restaurado, mas ninguém pôde preencher o vazio causado pela perda das irmãs e pai de Elizabeth.

Sadismo e viuvez.

Em uma época de guerras e sadicidade desenfreada na região dos Bálcãs, Bathory se distinguia dos demais assassinos de guerra e psicopatas de todas as espécies. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar pela neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas.

O marido de Bathory juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até lhe ensinou algumas modalidades de punição: o despimento de uma mulher e o cobrimento do corpo com mel, deixando-o à mercê de insetos. O conde Nadasdy (esposo de Elisabeth) morreu em 1604, e Elisabeth mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus atos mais famosos e depravados.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Elisabeth no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe a respeito. Quando Darvulia adoeceu, Elisabeth se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Elisabeth, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Elisabeth seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio. Esse fato deu início a uma série de investigação sobre o desaparecimento das centenas de jovens, até então.

Castelo da família Bathory

Prisão e morte

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os crimes de Elisabeth Bathory. Elisabeth foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo Conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda, em 7 de janeiro de 1611. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Elisabeth, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra.

Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Elisabeth foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada em um aposento do castelo de Čachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos. A condessa permaneceu aí os seus três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras dos Bathory, em Ecsed.

Símbolo sobre o túmulo de Bathory

Ao escreve Drákula, Bram Stoker tomou conhecimento de tais fatos e história horripilante da vida de Elisabeth e Vlad Tepes, o que lhe proporcionou um farto perfil assassino-demoníaco para criação de sua personagem vampiro como a conhecemos hoje em todas as lendas e filmes existente sobre vampiros.